15 dezembro 2011

olivais velhos de moura


olivais velhos de moura

velhas oliveiras que alumiaram moura

com mil candeias


oliveiras de paz

árvores de luz

encontrei-vos

na poesia de um pátio andaluz


pelos olivais

que cercam moura

salúquia

ainda vagueia


e o seu olhar

doce como o azeite

é o de tantas
mouras

de negros olhos

como a negra noite


noites e noites a fio


em desafio

ou deleite

assomadas

em seu castelo

das ameias soltam sonhos

feitos estrelas


que brilham no céu

tão imenso

ou tão belo

como elas


e quando raiam as madrugadas

ei-las

que sem pressas

abalam


embaladas

num apelo


e não sei se elas

ou eu

9 comentários:

Marília Gonçalves disse...

Amiga, Papoila rubra desse nosso belo Alentejo, nosso pao de tanta luz!
Lindo poema minha querida amiga, num Portugal, que nos roubam, arrancam ao nosso amor.
Até um dia, amiga, amigos e amigas desse Alentejo tão lindo e em tudo tão limpo...até um dia, porque por todo o Mundo a revolda jà se escuta a furar as trevas, impostas pelos mandadores do dinheiro, essa sujidade inventada, para mal humano. Breve a resposta apropriada vai chegar, firme e directa! Nenhum Povo aguenta que lhe condenem os filhos ao desespero e à fome!
Alerta Amigos! A pé!
abraço amigo e fraterno, tua, vossa
Marília Gonçalves

azinheira sou eu disse...

querida marília
o alentejo, tal como todo o nosso país, encontra-se abandonado à sua triste sorte.
pelo mundo o capitalismo financeiro, através dos "mercados" e das agências de rathing, está a tomar conta dos países. veja-se o que sucede na grécia e também na itália, onde governos legítimos são despudoradamente substituídos por troikas e outras entidades, ao serviço do imperialismo estrangeiro... e preparam-se para fazer o mesmo noutros países, querendo novamente escravizar os povos.internacionalmente tudo parece configurar um novo conflito.

em portugal os nossos governantes, comandados pelo
capital, preparam-se para abrir mão de tudo, liquidar o que resta da democracia alcançada com o 25 de abril, querendo fazer ressurgir o tempo do negro salazarismo, abdicando até da nossa soberania.
felizmente alguns parecem agora a despertar e dar-se conta do perigo real. esperemos que não seja tarde.

só a resistência dos povos, ao nível global/internacional, poderá fazer frente à ascensão do novo fascismo que já se perfila pelo mundo.
resistiremos!
abraço amigo, marília.

Marília Gonçalves disse...

abraço amiga, Força
Marilia

Anónimo disse...

Lindo poema, Rosalina tranquilo e resistente Alentejo!
Obrigada a ambos: a si pela Arte e Sensibilidade, ao Alentejo, minha herança simbólica e étnica, por Tudo.
Manuela Fonseca

azinheira sou eu disse...

manuela
o alentejo consegue dar-nos essa tranquilidade e paz que simultaneamente nos faz resistentes
obrigado também
bjnhs

Marília Gonçalves disse...

visitem
http://liberdadeecidadania.blogspot.com/

foi editado poema de Jorge de Sena e uma breve nota escrita por mim sobre o poema e a realidade actual em Portugal, que talvez não seja mau ler-se.
Abraço-vos amigos, estamos em Luta, mais intensa que nunca

Marília Gonçalves

azinheira sou eu disse...

vi o teu post, marília

o maldito regime salazarista, que por meio século nos governou e nos apoucou, fez de nós um povo mesquinho, incapaz de reagir ás injustiças e à destruição do seu próprio futuro. tal como o descreve jorge de sena, no seu poema de 1961, tão actual como nunca.
esse regime fascista odioso, que assassinou dias coelho e encarcerou tantos portugueses, parece querer voltar, para nos ameaçar.
quando eu nasci, o meu pai estava preso, nas cadeias da pide.

o que mais me horroriza, e atormenta, é ver a indiferença dos portugueses, perante o rumo que o país, e o mundo tomam. será que a história vai voltar a repetir-se?

o que será preciso para que as pessoas acordem?

será que, se acordarem, ainda iremos a tempo...?

abraço, querida marília

Marília Gonçalves disse...

minha querida amiga!!!!

abraço
Marília

Marília Gonçalves disse...

Minha querida Rosalina, amiga e nossa tao querida Papoila, o meu abraço para ti extensivo a todos os teus, que o fascismo fez sofrer! o que conheço tao bem, entre os meus! sei bem o horror que foi!
A todos os nossos rubros Amigos Alentejanos, por quem tenho tanta ternura, pela grande coragem que os distinguiu do carneirismo que nos assolava tantos filho de Portugal, o meu abraço fraterno também
A ti Amiga, a todos os amigos que visitam o teu belo blogue, o meu mais sentido desejo de Feliz Natal e de uma alegres Festas em família e cercados de Amigos
um terno beijinho a todos
Marília Gonçalves