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31 janeiro 2011

terras de endovélico


horizonte sem limites


nas margens desta ribeira nascem poejos...

hoje não há queijos
talvez
para a próxima vez

a planície
como se fosse o olhar
pela serra d'ossa
à vila do alandroal

terras de endovélico
divindade da idade do ferro
pré-latina
deus da medicina
terras de homens curandeiros

cristianização de antigos sitios pré-históricos


castelo de terena

largo do castelo velho
como dói
o vazio das ruas

sombras do passado

por esta gateira não passam mais gatos


ao fim da tarde
o olhar chega mais longe

perde-se o olhar
de tanto olhar

a noite vem
de mansinho
embrulhada
em xaile de frio
fininho