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29 novembro 2012
15 outubro 2012
a ver o mar
leva-me contigo
a ver o mar
contigo
a ver o mar
leva-me a ver o lugar
onde nascem as madrugadas
onde começa o dia
e acordam as palavras
suadas
prenhes de rebeldia
quero ver
quero ver
onde mora a claridade
saber quem
plantou a sabedoria
quantos átomos
a vida
tem
saber quem
plantou a sabedoria
quantos átomos
a vida
tem
porque maturam os sonhos
as espigas
e a verdade
leva-me
às praças cheias
do povo
leva-me a esses lugares
teares
do tempo novo
fábricas da revolução
leva-me à fonte
quero beber
pela concha
da tua mão
da tua mão
24 abril 2012
que fizemos ao sonho
que fizemos ao sonho
liberto
na madrugada
aos sorrisos abertos
às noites
e à claridade dos dias
despertos
o que resta
da alvorada
do dia novo
pouco
quase nada
apenas
uma réstea de esperança
subsiste
um quase nada
que em nós carregamos
esperança
da cor da coragem
coragem desassombrada
alimento e mágoa
sede e água
poema do instante original
aquele
que em galope
nos irrompeu
vida fora
como se o nosso olhar
e ser
assim nascera
e sempre fôra
instante
que nos vai acompanhar
até ao fim do tempo
este foi
o momento
a um tempo
todos fomos um
e
uno
foi
portugal
rc
revolução
poema de sophia de mello breyner andresen
poema de sophia de mello breyner andresen
esta é a madrugada
que eu esperava
o dia inicial
inteiro e limpo
onde emergimos da noite
e do silêncio
e livres
habitamos
a
substância do tempo
sophia de mello breyner andresen
22 abril 2011
revolução
imagem partilhada com o blog serpense http://serpense.blogspot.com/2011/04/25-de-abril-em-serpa.html
lembrar abril
a revolução
os cravos
e
a
libertação
defender abril
guardá-lo no coração
defendê-lo
dos que
de novo
nos querem escravos
03 outubro 2010
hoje não quero o silêncio
não quero o silêncio dos rios perdidos
encantados
não quero silêncios de penumbras
transparentes
hoje não quero o passado
não quero as vozes ausentes
hoje não quero o silêncio das aldeias
hoje quero o presente
hoje quero bandeiras
vermelhas
vermelhas
como o sangue
que corre nas veias
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