07 novembro 2012

zaventem




há coisas curiosas. não sabia eu que este blog era tão lido na bélgica, mais propriamente na localidade de zaventem. a verdade é que já há algum tempo há leitores assíduos do só planicie   em zaventem, mas hoje cerca das 17,30, estavam 13 leitores on line. agora já vai em 17 consultas ao blog, só de zaventem!
fico agradecida a quem de tão longe - não sei se emigrantes - procura alguma coisa nestas páginas, imagens, leituras da realidade, do momento presente...o que seja...

obrigado a quem me lê

já agora, se lá em zaventem lerem isto, digam qualquer coisinha :)

rio de brisas azuis


rio de brisas
azuis
corres nas minhas veias

fluis
em palavras 
emprestadas
ditas por outros
antes de mim

rio
o teu nome
tejo

eu te reconheço
como se foras meu berço

nomes,
outros,
te deram

seres que
já humanos
assim
se alevantaram

e um dia
em seu olhar
te abarcaram

abraçaram

na voragem destes dias
de raiva
contida

rio
 da minha vida

só tu me dás paz 

29 outubro 2012

dar corpo ao manifesto, na sfal


(lúcio fontana)

dar corpo ao manifesto em defesa da cultura
dia 30 de outubro na sfal, 21h, lavradio


lá esperamos encontrar 
amigos
conhecidos
 quem queira ir 
e levar outros mais
quem recusa o suicídio colectivo
que nos querem impôr
porque este é o tempo de
sair à rua
 e lutar

manifestem-se!
agora 

ou 
amanhã
será tarde demais



25 outubro 2012

as mulheres não sabem




na planície ondulante

sopra um vento escaldante

o vento suão

e as mulheres não sabem

que nome dar

ao sentimento vago

que veio do mar

que lhe vagueia

na alma

e as almareia

as mulheres não sabem

os afagos

que guardam nas mãos

os mil sossegos

que lhe bailam nos dedos

com que alisam os medos

as mulheres não sabem

que os seus olhos cintilam

em lagos de mansidão

quando fundas

nas noites escuras

se dão


as mulheres só sabem

que esse quente vento

sufocante

suão

tem outros nomes

só elas sabem

as mulheres

que nomes

são

19 outubro 2012

manifestos

 em 1848 surgiu o "manifesto" mais conhecido do mundo
o manifesto comunista, publicado por marx e engels
manifesto enquanto panfleto de denúncia e recusa da socieadade capitalista e apelo à tomada de consciência dos proletários contra o seu inimigo de classe, o capital
 mais de 150 anos depois o texto continua profundamente actual


no tempo presente, face à política de destruição da sociedade democrática, da liberdade e dos direitos do povo e dos trabalhadores
os portugueses começam a assumir e a desfraldar manifestos
aqui e ali surgem os mais diversos manifestos
justamente de recusa deste caminho destrutivo
caminho já bastamente conhecido de todos os prolétários
ei-los 
alguns dos manifestos de que vamos tomando conhecimento:
surgiu em 2011 o manifesto em defesa da cultura


em setembro de 2012 foi o manifesto em defesa do pólo ferroviário do barreiro


ainda no mesmo mês o manifesto dos artistas contra a troika


depois o manifesto do design


agora o manifesto dos jornalistas 


quem é que vem a seguir?

vá, continuem a manifestar-se



18 outubro 2012

errâncias


ai, senhora! quer retratos dê um ério



vidas ciganas

vividas em caravanas

está-lhes na massa do sangue



outras, nem isso

mais isoladas

mais excluídas

ainda


vidas

vividas

pelas estradas da vida

15 outubro 2012

a ver o mar



leva-me contigo
a ver o mar
contigo 
a ver o mar

leva-me a ver o lugar
onde nascem as madrugadas

onde começa o dia
 acordam as palavras
suadas
prenhes de rebeldia

quero ver
onde mora a claridade

saber quem 
plantou a sabedoria
quantos átomos
a vida 
tem

porque maturam os sonhos
as espigas
e a verdade

leva-me
às praças cheias 
do povo

leva-me a esses lugares
 teares
do tempo novo
fábricas da revolução

leva-me à fonte 

quero beber
pela concha
 da tua mão


09 outubro 2012

isto tem de mudar






a maçã está podre o mundo está podre isto está tudo podre os ricos sempre mais gordos os pobres morrem à fome o desemprego que te consome a casa que não podes pagar aonde é que vais morar na ponte já não há lugar estão-te a empurrar para emigrar mas este é o teu sítio o teu lugar é aqui que está o teu coração tu tens é de lutar o mundo pode mudar isso está na tua mão mas tu precisas de pão tu tens de trabalhar por onde é que vamos começar vamos começar já a mudar a democracia tem de mudar tem de ser o povo a mandar os partidos têm de mudar os revolucionários também somos todos proletários somos contra os privilégios os direitos são de todos não são de ninguém nós vamos sobreviver nós vamos lutar nós vamos vencer nós somos os lobos e o luar

08 outubro 2012

espero as águas e a semente



lado a lado
deitados
os nossos corpos 
alados

nús
sobre a terra
somos
 quase nada

entre nós apenas o desejo
erra

ficamos aqui
à espera

da noite estrelada

sou terra
lavras o meu ventre

espero as águas
e a semente

07 outubro 2012

a república, a pátria



estremeci, os meus olhos marejaram, quando ouvi
aquelas duas mulheres
revoltando-se contra a iniquidade
resgatando o espírito da república
uma delas alentejana
como alentejana era aquela que inspirou o artista
que o primeiro busto esculpiu

valentes, corajosas
mulheres

sigamos o seu exemplo

revoltemo-nos

contra quem nos quer roubar a república
a pátria

hoje é a república, amanhã é o 25 de abril

viva a república!
viva o 25 de abril!

04 outubro 2012

segredos que digo ao tejo



tejo meu
em ti 
eu sou mais eu

sou água
pão e planície

tejo
rio
em que a toda a hora
me vou
me deslumbro
sinto
e descubro

rio
da minha vida
sempre novo
rio
sem idade

tejo
é como se eu
pressentisse
um segredo
que
nunca te disse

és minha líquida planície

minha livre liberdade


tejo
em ti 
eu sou
mais eu

sou
mais alentejo

02 outubro 2012

searas de um dia novo



o dia começa cedo
saindo aos poucos
do meu corpo

ainda o cérebro vagueia
absorto
em paisagens
que só ele sabe
e descobre

enquanto 
os gatos preguiçam
e sacodem
os novelos da noite

a manhã clara
desperta 
com rumores de sol
subindo
pelos meus pés

começam a nascer
as searas

palavras
de um dia novo

30 setembro 2012

o povo saiu à rua

estação dos barcos, barreiro. filas para o barco das 14h25.

a manif era às 15h!!!


nunca mais chegava a nossa vez!!!! tanto povo que saiu à rua para a manifestação

o povo saiu à rua

e foi assim


o povo tomou o terreiro


e agora

só falta tomar o paço




29 setembro 2012

bom dia! hoje é o dia



bom dia!
hoje é o dia, de fazer tremer os alicerces do poder, deste poder que nos quer deitar a perder, como povo. 
vamos todos acorrer, a correr, ao chamado, dar um grande brado NÃO. 
nós queremos a revolução, nós que já comemos o pão que o diabo amassou, não o vamos comer de novo.
 somos um povo de mulheres e homens prontos para uma revolução. 
vamos fazer o nosso tempo novo. 
com as nossas mãos!

28 setembro 2012

o futuro. amanhã é o dia



o futuro

começa cedo


o futuro

pode começar

num dia escuro


o futuro

não tem hora

o

o futuro

pode chegar

a qualquer hora


o futuro 

não tem medo

do futuro


o futuro começa agora



andam futuros no ar

nasçam asas

para os agarrar

26 setembro 2012

a jangada de pedra está em marcha



estamos à beira de transformações históricas no mundo. os povos revoltam-se contra as ditaduras do capital.
fascismos disfarçados de austeridade.
é a luta de classes! em portugal e na espanha, também.
a jangada de pedra está em marcha!
a par da luta anti-capitalista, os povos lutam ainda contra a corrupção que  minou os sistemas democráticos.
a luta é, também, pela libertação da democracia.
de todas as peias e cadeias.
os povos levantam-se e reclamam: que venha o tempo novo!
uma democracia onde nós, o povo, nos possamos sentir plenamente representados.
onde as nossas opiniões contem, verdadeiramente.
uma democracia a sério.
porque o povo é sério.
e honesto.
queremos o tempo novo. sejamos nós a inventá-lo!
nós somos o povo!

dia 29!

25 setembro 2012

auroras de um tempo novo



sim
dia 29 lá estaremos
de novo

faremos ouvir a nossa voz
que o terreiro é do povo
e o povo somos nós


levaremos as bandeiras

a rebelião
nos corações 
e a razão 
e a emoção

seremos um mar

de povo a lutar

seremos os lobos

e o luar

auroras

de um tempo novo

um povo a despertar

24 setembro 2012

romãs




já podemos comer romãs, descansados. com as chuvas dos últimos dias as romãs ficaram limpas, sadias. 
diziam os antigos, os do sul, que davam sezões, as romãs, a quem as comesse antes das primeiras chuvas de outono. 
as romãs crescem no verão e amaduram no outono.
gosto muito de romãs. de as comer. de as olhar.
oníricas romãs, lembram-me rubis. 
como posso eu lembrar-me de um rubi, se tal nunca vi. é assim o nosso cérebro, uma  fábrica  de imagens, de coisas que só depois os olhos hão de conhecer. 
é isso que faz a humanidade avançar. e recuar. recuos, se de guerras falamos. por muito avançadas, ou modernas, que sejam.
tudo isto só por causa das romãs.
nesta clara e límpida manhã apetecem-me romãs.
vou trabalhar como se comesse romãs.

ah! os antigos também diziam que se devem comer laranjas, pelo menos uma, antes do natal, para livrar de um catarral.
sabedorias de um povo, que sabia mais da terra que do seu próprio corpo.

sou mesmo do campo, eu.

23 setembro 2012

o outono chegou ao barreiro




o outono chegou
 ao barreiro
com a chuvada
desta madrugada
o meu corpo já sentia
a chuva a aproximar-se
e tinha saudades
do cheiro

da terra molhada

chegam também as aves
do outono
os primeiros rabi-ruivos

já os oiço
nos quintais
para os lados dos corticeiros

outono
esperei por ti
o ano inteiro

22 setembro 2012



tribuna pública
em defesa do pólo ferroviário do barreiro

hoje de manhã no parque catarina eufémia no barreiro

a luta vai continuar
enquanto for preciso

21 setembro 2012

as searas, as searas




as searas

as searas


searas de povo

da minha terra


minha seara de espera

agitando em espigas

trigo maduro


ó raparigas, vinde!

vinde!

colher espigas 

de futuro

19 setembro 2012

em defesa do pólo ferroviário: passeio de bicicleta



No domingo, 16 de setembro, realizou-se o "Passeio Ferroviário em Bicicleta", um evento que uniu a utilização da bicicleta em meio urbano com a descoberta do património ferroviário do Barreiro, através de um passeio guiado pelos diversos pontos de interesse patrimonial do concelho. Para levar a cabo esta iniciativa, o Movomento iBike Barreiro associou-se ao Movimento Cívico de Salvaguarda do Patriónio Ferroviário do Barreiro.


Sobre a importância da iniciativa, José Encarnação em nome do Movimento Cívico, considera que a mesma "constitui um factor essencial para a construção do futuro que se pretende para o Barreiro", contribuindo para a "preservação, classificação, valorização e divulgação" da cultura ferroviária que é, no seu entender, "um pilar nas referênciasa da memória e da história da cidade".
Já Nuno Paulino, da iBikeBarreiro, também realça a possibilidade de "dar a conhecer o património ferroviário existente na cidade", alertando para a "indefinição do seu futuro e manutenção", mas fala também em "utilizar este passeio para levar os barreirenses a experimentarem viver a cidade em bicicleta..." 


ler mais em jornal do barreiro:

18 setembro 2012

a belém!




claro, a manif de dia 29 é importante, mas até lá...
que se lixe a troika!
e o que é importante, também, é que todos paticipem
em todas as manifs
para que derrotemos esta política neo-liberal, capitalista, imperialista e fascista!
e a próxima é já dia 21, em belém!

quem não quiser vir, que fique no restelo
que nós,
embarcamos nas caravelas!

17 setembro 2012

o sonho de pedro passos coelho



por José Vítor Malheiros
Texto publicado no jornal Público a 11 de Setembro de 2012
Crónica 36/2012
“Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar, e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor. É por isso que nós não os vamos matar. Eles é que vão morrendo. Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos. E as estatísticas já mostram isso. O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho. Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar. Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde? Eles lá sabem. Por isso, joga tudo a nosso favor. A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência. Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos. A natureza faz o resto. O Paulo Macedo também faz o que pode. Não é genocídio, é estatística. Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo. Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas. E as escolhas implicam sempre sacrifícios. Só podemos salvar alguns e devemos  salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza. Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.

Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventados quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim. Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.

Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma. Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade. Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos. Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos. O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento? Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta. Portanto são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro. E os deficientes. Não são todos. Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade. Não era justo. E temos de promover a justiça social.

O outro terço temos de os pôr com dono. É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar. Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente. Não digo voltar à escravatura - é outro papão de que não se pode falar - mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura. Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam. A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazer algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto) votam - ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós. O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira. Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários. Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda. Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua. E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.

O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo. Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável (tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier), que para eles poderem viver com conforto não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI e que para pagar a saúde deles não podemos pagar a saúde dos pobres.

Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável. E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia. Não vou ficar em Massamá a vida toda. O Ângelo diz que, se continuarmos a portar-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à élite.” (jvmalheiros@gmail.com)

16 setembro 2012

os anos que aí vêm hão-de ver a nossa libertação




os milhares de anos que passaram viram
a nossa escravidão

nós carregámos as pedras das pirâmides,
o chicote estalou
abriu rios de sangue no nosso dorso.

nós empunhámos nas galés de césar 
os abomináveis remos
e o chicote estalou de novo
na nossa pele.
a terra que há milhares de anos arroteámos
não é nossa
e só nós a fecundámos!

e quem abriu as artérias? quem reasgou os pés?
quem sofreu as guerras? quem apodreceu ao abandono

e quem cerrou os dentes? quem cerrou os dentes e esperou?

spartacus voltará: milhões de spartacus!

os anos que aí vêm hão-de ver
a nossa libertação


itinerário
poema de
papiniano carlos

15 setembro 2012

defender o pólo ferroviário do barreiro. passeio de bicicleta




amanhã 
já depois da manifestação contra a trioka
quem quiser apareça, mesmo que não vá pedalar (como eu)
o
 o movimento cívico de salvaguarda do património ferroviário do barreiro
em parceria com a iBike
promovem com o apoio da junta de freguesia do barreiro
um passeio de bicicleta a vários pontos da cidade
onde falaremos sobre a importância do pólo ferroviário, enquanto paradigma de desenvolvimento quer no passado, quer para o futuro, do concelho
ao mesmo tempo que se alerta para a exisência de um importante conjunto patrimonial edificado
com elevado potencial turístico que justifica e merece ser valorizado e classificado
como parte da memória  e da história da cidade ferroviária do barreiro
ver mais informações em: http://patrimoniobarreiro.blogspot.pt/

14 setembro 2012

que se lixe a troika


que se inundem as ruas
e toda a cidade
com a nossa voz
e a nossa raiva

 recusamos
este governo
esta política
este sistema 
capitalista
imperialista

chega!
basta!