03 agosto 2010











alta vai
a águia
que voa acima do castelo

uma leve aragem
ainda fresca
sopra no pasto
e faz subir pela encosta
o latir dos cães
e o cantar dos galos

na aldeia de baixo
o calor
derrete as vozes
das mulheres

o sino da torre acorda o silêncio
é meio dia

ao lado alguém pergunta
it's closed?
refere-se ao posto de turismo
yes, i think so
é a resposta

o vazio enche as ruas
no castelo de évora monte

são horas do almoço

5 comentários:

Anónimo disse...

Imprimi este lindo poema para oferecer ao namorado da minha filha Catarina, o Carlos. Ele é de Evoramonte, terra que ele adora!Beijo Joana

azinheira sou eu disse...

também gosto muito de évoramonte. gosto de ir ao castelo, olhar toda a planície e sentir como se alguma vez ali tivesse vivido. é um bocado estranho e triste
mas volto sempre que posso.
bj joana

Anónimo disse...

Talvez tivesses sido princesa neste castelo. Risos
Joana

Anónimo disse...

não sei se já fui princesa...mas eu nasci num castelo
não no de évoramonte, claro...

Marília Gonçalves disse...

Semente de versos
Palavras urdidas
Na fonte da sede
sol de escuridão,
Enigma indizível
Negação implícita
Da voz dividida.
Ânimo primeiro,
Sopro a modelar
A forma inerente
Da expressão sentida.
Âmago de ser.
Desígnio invisível
Basilar doçura
Na forma de haver
Ternura, ternura!!!

Marília Gonçalves